Perguntas Frequentes

1. O que diferencia a Provinha Brasil de outras avaliações externas?

A Provinha Brasil diferencia-se das demais avaliações realizadas no País pelo fato de fornecer respostas diretamente aos alfabetizadores e gestores da escola, reforçando a sua finalidade de ser um instrumento pedagógico sem fins classificatórios.
 

2. Como é distribuído o material?

Depois de elaborado pelo Inep, o kit da Provinha Brasil é impresso e distribuído pela Secretaria de Educação Básica, do Ministério da Educação - MEC, em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE, para todos os municípios das 27 Unidades Federativas do Brasil.
 

3. Quem participou da elaboração da Provinha? 

Tanto para elaboração da Matriz de Referência quanto dos itens de prova houve a colaboração de técnicos do Inep e de diversos Centros de Estudos em Alfabetização e Letramento que fazem parte da Rede Nacional de Formação Continuada de Professores:

  • Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Universidade Federal de Minas Gerais (Ceale);
  • Centro de Formação Continuada de Professores da Universidade de Brasília (Ceform);
  • Centro de Formação Continuada, Desenvolvimento de Tecnologias e Prestação de Serviços para as Redes Públicas de Ensino da Universidade Federal de Ponta Grossa (Cefortec);
  • Centro de Estudos em Educação e Linguagem da Universidade Federal de Pernambuco (Ceel);
  • Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (Caed).

4. O que é a Matriz de Referência? 

A Matriz de Referência foca habilidades essenciais de alfabetização e letramento que serão avaliadas pela Provinha Brasil. Trata-se de uma referência para a construção do teste, sendo diferente de uma proposta curricular ou programa de ensino, que são mais amplos e complexos. Desta forma, direcionar as práticas de alfabetização, para que os alunos obtenham bons desempenhos na Provinha, constitui um reducionismo pedagógico que deve ser evitado. A matriz da Provinha Brasil pode servir como referência, mas de forma alguma deve substituir o currículo da escola em relação a alfabetização.

 

5. A Provinha Brasil avalia itens de escrita? 

Em 2008, a Provinha Brasil incluiu em sua avaliação três questões de escrita. Já em 2009, em função de limitações técnicas para a correção de questões abertas, os itens de escrita não foram incluídos, e, dessa forma, esse eixo não foi contemplado nessa avaliação. O Inep está trabalhando na categorização das respostas dos alunos aos itens de escrita, com vistas a estruturar uma grade de correção e uma escala que possibilite uma interpretação mais proveitosa desses itens, de acordo com os propósitos da Provinha Brasil.
 

6. Como a Provinha Brasil é elaborada? 

Os itens são elaborados por especialistas a partir das habilidades descritas na Matriz de Referência e formam um banco de itens de onde são selecionados para serem pré-testados. O pré-teste consiste na simulação de uma prova comum que avalia o comportamento do item no campo. Com isso é possível detectar aqueles que poderão ou não ser utilizados na avaliação. Esta ação tem como base teorias estatísticas que possibilitam a criação de escalas. Uma análise pedagógica permite a avaliação qualitativa desses itens de forma que seja montada a versão final da Provinha Brasil.

 

7. Quando será a avaliação? 

O Inep disponibiliza duas provas, em dois momentos distintos: no início do ano e ao final do ano letivo. Esses testes têm resultados comparáveis o que possibilita às secretarias avaliar o progresso no processo de aquisição de competências e habilidades por parte dos alunos ao longo deste período de escolarização.

 

8. Por que aplicar dois testes no mesmo ano? 

A avaliação em dois momentos diferentes oferece aos professores e gestores educacionais:

a) um diagnóstico dos níveis de domínio dos códigos e de compreensão da leitura e da escrita que as crianças demonstram já no início do ano letivo;

b) o conhecimento posterior do que foi agregado ao desempenho dessas mesmas crianças ao término desse período;

c) o monitoramento do desenvolvimento de cada criança, com base nas informações coletadas por essa avaliação;

d) o aperfeiçoamento e a reorientação das práticas pedagógicas com vistas à consecução de níveis satisfatórios de alfabetização e letramento.

 

9. Quais os benefícios de participar do processo de avaliação? 

Os alunos poderão ter suas necessidades melhor atendidas mediante o diagnóstico realizado e, assim, espera-se que o seu processo de alfabetização aconteça satisfatoriamente.

Os professores alfabetizadores contarão com um instrumental valioso para identificar de forma sistemática as dificuldades de seus alunos, possibilitando a reorientação do que ensinar e de como ensinar. Além disso, as análises e interpretações dos resultados e os documentos pedagógicos a eles relacionados poderão constituir uma fonte de formação.

Os gestores poderão fazer escolhas bem fundamentadas em sua gestão. Terão à disposição elementos para o planejamento curricular e para subsidiar a formação continuada dos professores alfabetizadores, a fim de melhorar a qualidade do ensino em sua rede.

 

10. Os resultados da Provinha Brasil compõem o Ideb? 

Os resultados da Provinha Brasil não são utilizados diretamente na composição do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb. O desejável é que ela seja utilizada com o intuito de orientar as ações políticas e pedagógicas que poderão, em conjunto com outras iniciativas, melhorar as práticas pedagógicas e, consequentemente, o Ideb de estados e municípios a médio e longo prazos.

 

11. Qual a diferença entre Provinha Brasil, Saeb e a Prova Brasil? 

As principais diferenças entre a Provinha Brasil, Prova Brasil e Saeb relacionam-se ao tipo de informações produzidas e ao objetivo de cada uma delas.

A Provinha Brasil fornece respostas diretamente aos alfabetizadores e gestores da escola. Enquanto os resultados do Saeb e da Prova Brasil, embora sejam muito úteis a professores e gestores, permitem informações mais amplas no âmbito do sistema educacional do País, estados, municípios e escolas. Reforça-se, assim, a ideia de que esta atual proposta seja uma avaliação diagnóstica – um instrumento pedagógico sem finalidades classificatórias.

O Saeb e a Prova Brasil são avaliações externas, ou seja, existe sempre um aplicador externo à rede e aos alunos que participam do processo de avaliação, sendo o Inep o responsável pela aplicação. No caso da Provinha Brasil, o aplicador não é necessariamente um aplicador externo, já que a própria rede tem a opção de aplicar os instrumentos com seus próprios professores, cabendo ao Inep a responsabilidade de elaboração e montagem dos instrumentos.

Na Prova Brasil e no Saeb, o processamento, as análises, a interpretação e a divulgação dos resultados são de responsabilidade do Inep. Em função da utilização de metodologias e técnicas estatísticas complexas, os resultados de apuração e divulgação não são imediatos. Na Provinha Brasil, o processamento e a interpretação dos resultados podem ser feitos pelas próprias redes, pois sua metodologia de aplicação permite uma leitura e interpretação imediata dos resultados por parte dos professores/gestores das redes.

 

12. Alunos com necessidades educativas especiais participam da Provinha Brasil? 

Diferente das outras avaliações promovidas pelo Inep, como a Prova Brasil e o Enem, a Provinha Brasil é coordenada pela própria secretaria de educação que define todo processo referente à forma de aplicação, correção, análise e utilização dos resultados.

O Inep, nos documentos da Provinha Brasil, sugere que os próprios professores das crianças apliquem, corrijam e analisem os resultados, no intuito de traçar estratégias para sanar as possíveis dificuldades que as crianças apresentem.

As crianças com necessidades educativas especiais podem e devem participar da Provinha Brasil, conforme suas possibilidades e utilizando os recursos de acesso oferecidos pela secretaria de educação e pela escola.